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Quanto custa gravar um curso online em estúdio em São Paulo

Por Andres 5 min de leitura

Mulher de fones de ouvido gravando a si mesma pelo celular no tripé, com microfone e notebook sobre a mesa

A pergunta chega quase sempre no mesmo formato: “quanto sai pra gravar meu curso aí?”. A resposta honesta é que depende de quantas horas você vai ficar dentro do estúdio, e quase ninguém acerta esse número na primeira tentativa. Quem chuta pra menos acaba correndo no fim do dia. Quem chuta pra mais paga por um tempo que não usou.

Então vale começar pelo outro lado. Em vez de perguntar o preço e tentar caber nele, monte primeiro a conta de horas do seu curso. Depois disso, olhar a tabela é questão de multiplicação.

O relógio começa quando você entra

A locação é vendida por hora, com mínimo de quatro horas, e o período contratado inclui montagem, produção e desmontagem. Isso costuma ser a primeira surpresa. Ninguém entra no estúdio e começa a gravar no minuto um: tem equipamento pra montar, luz pra posicionar, figurino pra trocar, alguém que se atrasou no metrô.

Se você reservou quatro horas achando que são quatro horas de câmera ligada, elas não são. São quatro horas de estúdio, das quais talvez três sejam gravação de verdade. Contar assim desde o começo evita a corrida das últimas quarenta e cinco páginas de roteiro.

Transforme o curso em horas antes de pedir orçamento

O caminho mais confiável é medir você mesmo, com o que já tem em mãos. Pegue o módulo mais denso do seu curso, ligue a câmera do celular e grave ele inteiro, sem parar. Cronometre. Depois grave o mesmo módulo de novo, agora do jeito que você gravaria pra valer, refazendo o trecho em que travar. A diferença entre os dois tempos é o seu multiplicador pessoal, e ele não é igual ao de mais ninguém.

Feito isso, multiplique pelo número de módulos e some o que não é fala:

  • Troca de figurino, se cada módulo precisa parecer um dia diferente.
  • Reposicionamento de câmera e luz quando você muda de cenário.
  • Intervalos. Ninguém grava seis horas de aula sem parar pra beber água.
  • A primeira meia hora, que sempre sai pior e quase sempre é regravada.

Aqui a estrutura do espaço ajuda a economizar. São cinco ambientes cenográficos montados — sala, cozinha, quarto, fundo infinito e um ambiente com janelas de luz natural — e trocar de um pro outro não exige desmontar cenário nenhum. O módulo três pode ser gravado no sofá e o módulo quatro na bancada da cozinha, com a diferença de tempo de andar de um lado ao outro dos 120 m².

O que mexe no valor além do número de horas

Três coisas, principalmente.

A primeira é se o equipamento entra na locação ou se você leva o seu. Quem já tem luz, tripé e microfone paga só pelo espaço. Quem não tem, contrata o kit junto e não precisa carregar nada pela Praça da República.

A segunda é o dia. Sábado, domingo e feriado têm acréscimo sobre o valor total, e isso pesa mais em curso do que em qualquer outro tipo de gravação, justamente porque curso ocupa muitas horas de uma vez. Quando a agenda permite, gravar em dia útil sai bem mais barato.

A terceira são os extras sob consulta: assistente de estúdio, operador de iluminação, cor adicional de fundo, horário fora do funcionamento normal. Nenhum deles é obrigatório. Mas se você vai gravar sozinho, sem equipe, um assistente muda bastante o ritmo do dia.

Os números de cada item estão na página de planos e valores, com o que está incluso em cada um. Não repito eles aqui porque preço muda e post de blog envelhece.

O que a locação não cobre

Vale dizer com todas as letras, porque é onde os orçamentos estouram. A locação é do espaço, não da equipe. Não entram operador de câmera, videomaker, produção, maquiagem e cabelo, figurino nem seguro de equipamento de terceiros.

E não entra a edição, que é o custo esquecido de todo curso online. Gravar oito módulos leva um dia. Editar oito módulos leva bem mais que isso, e se você nunca editou, leva ainda mais. Coloque esse tempo na conta antes de decidir que gravar por conta própria é o caminho mais barato — às vezes é, às vezes só empurra o custo pra frente.

Gravar você mesmo ou entregar pra produtora

São duas contas diferentes, e a escolha raramente é só financeira.

Gravar por conta própria faz sentido quando você já sabe operar o equipamento, tem tempo pra editar e o curso é seu de ponta a ponta. É o caminho de quem aluga o estúdio para gravação de curso: chega com o roteiro pronto, grava em bloco, sai com os arquivos.

Contratar a produtora faz sentido quando o gargalo é o seu tempo, não o dinheiro. Aí a gente organiza o roteiro por módulo, grava e entrega editado — é o serviço de gravação de cursos e videoaulas. Custa mais que a locação pura, obviamente. Costuma custar menos que dois meses de curso parado esperando você achar uma tarde livre pra editar.

Um detalhe que economiza mais do que parece

O estúdio comporta até dezesseis pessoas. Isso quase nunca é usado como capacidade — é usado como logística. Se você vai gravar um curso com dois professores, um cinegrafista, alguém pra maquiagem e mais duas pessoas da equipe, todo mundo cabe no mesmo bloco de horas e você não precisa dividir a gravação em dois dias. Dois dias de locação custam mais que um dia longo, sempre.

Outra coisa: estamos a 80 metros do Metrô República, dois minutos a pé. Quando a produção envolve gente que vem de lugares diferentes da cidade, isso corta os atrasos que consomem hora de estúdio. Não é detalhe de folheto, é linha de orçamento.

O jeito curto de fechar o número

Monte a lista de módulos, meça um deles no celular, some o tempo de troca e chegue numa faixa de horas. Com a faixa na mão, confira os valores e veja se fecha. Se não fechar, corte módulo ou grave em dois blocos menores — os dois funcionam.

Se preferir pular a parte da estimativa, fale com a gente com o índice do curso em mãos. Com a lista de módulos e a duração pretendida de cada um, a gente devolve uma estimativa de horas no mesmo dia.

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