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O que levar para gravar seu primeiro vídeo em estúdio — checklist

Por Andres 5 min de leitura

Equipamento de vídeo sobre uma mesa de madeira: câmera, lentes, tripés, baterias, cartões de memória e cabos

Dá pra saber quem está gravando em estúdio pela primeira vez pelo tamanho da mala. Ou vem gente com duas malas de figurino e nenhum cartão de memória sobrando, ou vem alguém com a câmera na mão e mais nada. Os dois perdem tempo, que aqui é a única coisa que não dá pra repor.

Esta lista é o que a gente diria no telefone se você ligasse na véspera perguntando o que separar.

Comece pelo que você não precisa carregar

O espaço tem 120 m² com cinco ambientes cenográficos já montados: sala com sofá, cozinha com bancada, quarto, fundo infinito de 2,70 × 2,70 m e um ambiente com janelas de luz natural. Nenhum deles precisa ser montado por você. Tem arara pra pendurar roupa, mesas e banquetas de apoio, copa, banheiro, ar-condicionado, wi-fi e uma área livre de preparação que a gente arma conforme a produção do dia. Do lado do prédio existe ponto de carga e descarga, o que resolve a chegada de quem vem com caixa pesada.

Se a sua locação inclui o kit de equipamento, também não precisa levar luz nem tripé: são quatro tripés disponíveis, além dos LEDs bicolor, dos softboxes e do microfone de lapela. O que está em cada opção de locação está detalhado na página de valores.

Sabendo disso, a mala encolhe bastante.

As cinco coisas que mais fazem alguém perder meia hora

Cartão de memória sobrando. Não um, dois — e formatados em casa, não no estúdio.

Bateria extra e o carregador dela. Câmera boa consome bateria rápido quando fica ligada em modo de vídeo e com o visor aberto o tempo todo.

O cabo específico da sua câmera. Todo fabricante inventou o seu, e o seu não é o que a gente tem na gaveta.

Um filtro de linha ou extensão. Tomada existe, mas ela nunca está exatamente onde a sua câmera vai ficar.

O roteiro impresso ou num tablet com o brilho travado. Celular na mão pra ler texto acaba entrando no quadro, sempre.

Áudio, que é onde o primeiro vídeo costuma escorregar

Vale ser direto: o estúdio fica no centro de São Paulo e não tem isolamento acústico. Chega ruído da rua. Para gravação de fala, o microfone de lapela resolve — ele pega a sua voz de perto e deixa o resto pra trás, e por isso está incluso quando a locação vem com o kit de equipamento.

Se você contratou apenas o espaço, sem o kit de equipamento, o áudio é por sua conta, e essa é a decisão mais importante da lista. Lapela sem fio, um gravador com microfone direcional ou até um lapela com fio ligado direto na câmera — qualquer uma dessas serve. O que não serve é o microfone interno da câmera, principalmente se você grava a mais de um metro dela.

Leve pilha ou bateria reserva para o transmissor do lapela. É pequena, ninguém lembra, e ela morre no meio da melhor tomada.

Roupa: leve mais do que você acha que precisa

Duas peças, no mínimo. Se o seu vídeo vai virar vários cortes, trocar de camisa faz parecer que foram dias diferentes de gravação, e esse é o truque mais barato que existe pra parecer que você tem mais conteúdo do que gravou.

Evite listra fina, xadrez miúdo e estampa muito repetitiva: em vídeo elas criam aquele efeito tremido de moiré, que nenhuma edição conserta. Branco puro na frente do fundo infinito branco também some. Cor sólida e média resolve quase tudo.

Como tem arara no espaço, dá pra pendurar tudo ao chegar e deixar as peças arejando enquanto você monta o resto. Roupa dobrada na mala por duas horas volta marcada.

As miudezas que resolvem problema grande

Lenço de papel e um pó matte pra brilho de testa — luz forte revela suor que ninguém enxerga a olho nu. Água, porque falar por três horas seca a garganta de um jeito que atrapalha o áudio. Um snack, se a locação for longa. Fita crepe pra marcar no chão onde você fica em pé, quando o vídeo tem mais de um enquadramento.

E, se você usa óculos, leve um pano de limpeza. Marca de dedo em lente aparece muito mais em vídeo do que no espelho.

Se você vai levar o próprio equipamento

Além da câmera, do tripé e da luz, confira o que costuma ficar em casa: cabo HDMI, se você monitora em tela externa; o adaptador de energia da câmera, se ela aceita; um cartão extra pro gravador de áudio; e o suporte de celular, caso o vídeo tenha alguma tomada vertical.

Vale olhar as tomadas com antecedência. Se o seu kit de luz puxa muita carga, avise antes e a gente combina a distribuição.

Antes de sair de casa

O endereço é Praça da República, 386, sala 34 — a 80 metros do Metrô República, dois minutos a pé. Quem vem com equipe agradece esse detalhe: chegar de metrô costuma ser mais rápido que dirigir até o centro e procurar vaga, já que o prédio não tem estacionamento.

O funcionamento é de segunda a sexta, das 9h às 18h. O relógio da locação inclui montagem e desmontagem, então chegar com tudo separado é tempo economizado de verdade. Se for gravar com mais gente, lembre que o espaço comporta até dezesseis pessoas — não precisa deixar ninguém de fora, mas avise no agendamento pra gente preparar a área de apoio.

A lista curta, pra imprimir

Câmera, dois cartões, duas baterias, carregador, cabo próprio da câmera, filtro de linha, roteiro impresso, dois figurinos, lenço e pó matte, água, pano de óculos, e o seu áudio, se a locação não incluir o kit.

É isso. O resto já está montado esperando você.

Se o seu caso é canal, Reels ou conteúdo em série, dá uma olhada no estúdio para youtubers e criadores — a página mostra como o espaço costuma ser usado nesse formato. E se ainda ficou dúvida sobre o que levar, chama a gente que a gente responde antes da sua data.

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